Europa demasiado lenta e dividida
Nós precisamos de decisões e soluções enérgicas, a nível europeu, para problemas que não somos capazes de resolver sozinhos,mas tambem queremos ser ouvidos e preservar a nossa especificidade nacional, por issso ja todos achamos que a Europa é demasiado lenta e está profundamente dividida.
Se queremos dinamismo, eficiência e soluções claras, temos de optar pela centralização, a despolitização e regras vinculativas unívocas, ou seja, um Presidente da Comissão que não abra exceções para ninguém.
E voltamos à questão essencial, na raiz de toda a política, seja local, nacional ou europeia. A combinação certa de valores essenciais que nem sempre são compatíveis, tais como a democracia e a eficiência, ou a igualdade e a autonomia. O problema clássico da administração pública: qual o grau necessário de centralização do poder para agir de forma eficaz e quantos travões e contrapesos utilizar para garantir o apoio das populações?
Neste caso, um debate político entre partidários e críticos dos Estados Unidos da Europa não serve para nada. Em compensação, poderia ser útil explicitar os mecanismos europeus de decisão. O debate público deveria centrar-se nesse equilíbrio, para a Europa avançar de uma forma sustentada. Se os políticos estiverem dispostos a abrir campo para esse debate, entao ainda de pode mudar o trajeto
AG
quinta-feira, 4 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
O Tempo e as Palavras
O tempo está feio lá fora e sinto que hoje eu poderia escrever para sempre. Não sei porque, mas acordei com uma ousadia absurda de dizer um disparate ,A verdade é só uma: sou contra a censura e isso me faz muito bem. Não quero nada que soe a bonito, não quero nada que precise de revisão, não quero nada que mostre apenas um foco de visão: quero escrever sem ter um fim, quero escrever sem ter um motivo, quero inventar por inventar e isso basta-me. As palavras são a minha companhia e não tenho preconceitos: frases feias ou bonitas, de qualquer raça, cor, crença, fonte e tamanho, quero-as todas aqui. Porque o tempo lá fora está feio e, por aqui, apesar do frio, tudo está bonito. . O céu parece mais claro e até o cinza me traz um tom diferente: é só uma nova maneira de ver ou de sentir.
“O que destrói a Europa”
Continuam as más noticias na Europa , acabaram de ser publicados os resultados de fevereiro da taxa de desemprego na zona euro, esta atingiu 12% da população ativa, um novo recorde. Mais de 19 milhões de homens e mulheres estão desempregados. São mais de 26 milhões no conjunto da UE.
A “extrema clivagem” entre o Norte e o Sul da Europa: enquanto a Áustria (4,8% de desemprego), a Alemanha (5,4%) e o Luxemburgo (5,5%) apresentam taxas muito baixas, a Grécia e a Espanha estão no topo da lista com mais de 26%, seguidos de Portugal (17,5%). Os jovens europeus são os mais atingidos: mais de metade dos espanhóis e dos gregos com menos de 25 anos não tem emprego.
Estes números só demonstram que “são os alemães que vão decidir se o euro sobrevive ou não.
Nota-se que a Alemanha não está à altura das suas responsabilidades. Em vez de ajudar os países do Sul, mergulha-os na pobreza , mantendo-se de pedra.
A “extrema clivagem” entre o Norte e o Sul da Europa: enquanto a Áustria (4,8% de desemprego), a Alemanha (5,4%) e o Luxemburgo (5,5%) apresentam taxas muito baixas, a Grécia e a Espanha estão no topo da lista com mais de 26%, seguidos de Portugal (17,5%). Os jovens europeus são os mais atingidos: mais de metade dos espanhóis e dos gregos com menos de 25 anos não tem emprego.
Estes números só demonstram que “são os alemães que vão decidir se o euro sobrevive ou não.
Nota-se que a Alemanha não está à altura das suas responsabilidades. Em vez de ajudar os países do Sul, mergulha-os na pobreza , mantendo-se de pedra.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Rainbow Docs : Abraham Lincoln
Rainbow Docs : Abraham Lincoln: "Baseado no livro “Team of Rivals: The Genius of Abraham Lincoln”, de Doris Kearns Goodwin, o filme se passa durante a Guerra Civ...
A Europa caracteriza-se pela a crise”
Finanças degradadas, sociedades desestabilizadas, projeto comunitário enfraquecido: o mal-estar que afeta a UE há vários anos é multifacetado. Agora que, no regresso das férias, decisões importantes esperam os dirigentes e os cidadãos europeus,
Há 60 anos, que a Comunidade Europeia tem andado quase sempre a tropeçar de crise em crise. As recaídas fazem parte do seu funcionamento normal.
A era moderna europeia é caracterizada por um sentimento de crise. Daí, poder tirar-se a conclusão geral de que a Europa não é realmente um estado ou uma comunidade, no sentido nacional, que cresce em conjunto organicamente. Também não pode ser comparada com as antigas cidades-Estado gregas, que, apesar das diferenças e rivalidades, formavam uma única unidade cultural.
Os países europeus também estão vinculados por aspetos culturais partilhados. Existe algo a que se possa chamar espírito europeu?
As nações europeias não são iguais e é por isso que não podem ser misturadas. O que as une não é uma comunidade, mas um modelo de sociedade. Há uma civilização europeia e uma forma ocidental de pensar.
Quais as suas características?
Dos gregos – de Sócrates a Platão e a Aristóteles –, a filosofia ocidental herdou dois princípios fundamentais: o homem não é a medida de todas as coisas; e não é imune ao fracasso e ao mal. No entanto, é responsável por si mesmo e por tudo o que faz ou evita fazer. A aventura da Humanidade é uma criação humana ininterrupta. Deus não participa nela.
Falibilidade e liberdade. Mas esses aspetos fundamentais da história intelectual europeia bastam para criar uma união política permanente?
A Europa nunca foi uma entidade nacional, nem mesmo na Idade Média cristã. A cristandade permaneceu sempre dividida – a romana, a grega e depois a protestante. Um Estado federal europeu ou uma confederação europeia é um objetivo distante, congelado na abstração do termo. Considero que persegui-lo é um objetivo errado.
Estará a União Europeia a correr atrás de uma utopia, tanto em termos políticos como históricos?
Os fundadores da UE gostavam de invocar o mito carolíngio, e até deram a um prémio da UE o nome de Carlos Magno. Mas, na verdade, os netos dele acabaram por dividir o império. A Europa é uma unidade na divisão ou uma divisão na unidade. Porém, independentemente da maneira como se encare, não é, claramente, uma comunidade em termos de religião, língua ou moral.
E no entanto, subsiste. O que o leva isso a concluir?
A crise da União Europeia é um sintoma da sua civilização. Não se define com base numa identidade própria, mas na sua alteridade. A civilização não é necessariamente baseada num desejo comum de alcançar o melhor, mas antes na exclusão do mal e em torná-lo tabu. Em termos históricos, a União Europeia é uma reação defensiva ao horror.
Há 60 anos, que a Comunidade Europeia tem andado quase sempre a tropeçar de crise em crise. As recaídas fazem parte do seu funcionamento normal.
A era moderna europeia é caracterizada por um sentimento de crise. Daí, poder tirar-se a conclusão geral de que a Europa não é realmente um estado ou uma comunidade, no sentido nacional, que cresce em conjunto organicamente. Também não pode ser comparada com as antigas cidades-Estado gregas, que, apesar das diferenças e rivalidades, formavam uma única unidade cultural.
Os países europeus também estão vinculados por aspetos culturais partilhados. Existe algo a que se possa chamar espírito europeu?
As nações europeias não são iguais e é por isso que não podem ser misturadas. O que as une não é uma comunidade, mas um modelo de sociedade. Há uma civilização europeia e uma forma ocidental de pensar.
Quais as suas características?
Dos gregos – de Sócrates a Platão e a Aristóteles –, a filosofia ocidental herdou dois princípios fundamentais: o homem não é a medida de todas as coisas; e não é imune ao fracasso e ao mal. No entanto, é responsável por si mesmo e por tudo o que faz ou evita fazer. A aventura da Humanidade é uma criação humana ininterrupta. Deus não participa nela.
Falibilidade e liberdade. Mas esses aspetos fundamentais da história intelectual europeia bastam para criar uma união política permanente?
A Europa nunca foi uma entidade nacional, nem mesmo na Idade Média cristã. A cristandade permaneceu sempre dividida – a romana, a grega e depois a protestante. Um Estado federal europeu ou uma confederação europeia é um objetivo distante, congelado na abstração do termo. Considero que persegui-lo é um objetivo errado.
Estará a União Europeia a correr atrás de uma utopia, tanto em termos políticos como históricos?
Os fundadores da UE gostavam de invocar o mito carolíngio, e até deram a um prémio da UE o nome de Carlos Magno. Mas, na verdade, os netos dele acabaram por dividir o império. A Europa é uma unidade na divisão ou uma divisão na unidade. Porém, independentemente da maneira como se encare, não é, claramente, uma comunidade em termos de religião, língua ou moral.
E no entanto, subsiste. O que o leva isso a concluir?
A crise da União Europeia é um sintoma da sua civilização. Não se define com base numa identidade própria, mas na sua alteridade. A civilização não é necessariamente baseada num desejo comum de alcançar o melhor, mas antes na exclusão do mal e em torná-lo tabu. Em termos históricos, a União Europeia é uma reação defensiva ao horror.
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